ANGLO-NORMANDO

Autor: Lúcia Helena Salvetti De Cicco

Trata-se de animal garboso e harmonioso, como se imagina que seja um PURO SANGUE INGLES, do qual difere, contudo, por ter o dorso e a anca mais curtos e a garupa mais musculosa. Os membros possuem boa ossatura e são mais curtos nas canas e abaixo dos curvilhões, que os do longilneo modelo clássico do PURO SANGUE INGLES.

Sangue autectone da Normandia, provavelmente do BERBERE primordial, com infusões de sangue praticamente similar de regiões germânicas e escandinavas, além de cruzas com cavalos ARABES trazidos por conquistadores, desde os tempos de César. Modernamente, a raça, que era de porte mais pesado na idade Média, foi agilizada por seguidas cruzas com o PURO SANGUE INGLES, visando à  obtenção de cavalos de salto.

O que se poderia chamar, simplesmente, de cavalo NORMANDO já existia a mil anos, sendo utilizado para a tração. Muitos foram, inclusive, levados à  Inglaterra por Guilherme, o conquistador, após a consolidação de sua soberania na Ilha. As cruzas com animais germânicos e escandinavos datam do final da Idade Média, no século 17, resultando em cavalos militares potentes, porém mais ágeis que animais de tração.

Com o fim das armaduras, houve necessidade de maior agilidade e menor capacidade para suportar peso. No início do século 19, Napoleão Bonaparte reativou a remonta militar e o emprego do PURO SANGUE INGLES foi incrementado.

Com a mecanização da Cavalaria e a desativação do animal para fins militares, novas dosagens de PURO SANGUE INGLES foram dadas para agilizar ainda mais a raça no esporte.

Perfeito animal de sela para os esportes amadores, sobretudo o salto.


Fonte: www.saudeanimal.com.br