BAIO DE CLEVELAND

Autor: Lúcia Helena Salvetti De Cicco

É uma das raças que possui a cabeça convexa, ou acarneirada, tendo pelagem uniformemente castanha, embora com eventuais tufos brancos nas extremidades dos membros.

A cabeça é grande, o corpo é poderoso, com ampla cavidade torácica e quartos traseiros potentes e cauda de implante alto. Os membros são um tanto curtos mas boa ossatura.

Trata-se do cavalo que mais se poderia considerar o equino autóctone da Inglaterra. Deve descender de estirpes primordiais, tendo sofrido periódicas cruzas por parte de animais trazidos por invasores, como os nórdicos dos saxões ou os ANDALUZ dos normandos.

Nos últimos 100 anos sofreu, ainda, alguma infusão de Puro-Sangue Inglês, o que, contudo, não afetou o seu temperamento, continuando a ser um animal paciente e até pachorrento, sem o gênio irrequieto do PURO SANGUE INGLES.

O Baio de CLEVELAND é usado pelas diversas nações, ou tribos, britânicas desde tempos imemoriais. Já foi conhecido pela denominação de Chapman, e era o animal ideal, nos vilarejos ingleses, tanto para puxar suas carroças, quanto para ser utilizado montando.

Nos séculos 17 e 18 a sua presença era generalizada na Inglaterra, e muitos nobres que se dedicaram à formação do PURO SANGUE INGLES, o fizeram cruzando garanhões ARABES com matrizes de CLEVELAND, sobretudo em YORK-SHIRE.


Fonte: www.saudeanimal.com.br