ARDENES

Autor: Lúcia Helena Salvetti De Cicco

Cavalo de tração, compacto e musculoso, com membros desproporcionadamente curtos e de ossatura extremamente larga abaixo dos joelhos e dos curvilhões. A cabeça é uniformemente grande e levemente convexa. A potência do pescoço e dos músculos, tanto da paleta quanto da garupa e nádegas, faz parecer que não há dorso ou anca entre o peito e os quartos posteriores . As patas são grandes e peludas.

Trata-se de uma raça autóctone da França e da Bélgica, uma linhagem que evoluiu no Norte da Europa a partir da milenar migração do BERBERE, cuja rota se fez da Ásia Central para o Oeste, transformando-se num ramo do chamado Cavalo Nórdico. A raça possui sua aparência atual há mais de dois mil anos, ao que se sabe, sendo primordialmente da França e da Bélgica, embora o cavalo das Ardenas tenha sido levado, posteriormente, para a Suécia também. Supostamente, trata-se de uma das linhagens autóctones das nações francas, mencionada por Júlio César em suas narrativas das guerras no que ele chamava de Gália. Na Suécia, a utilização da raça é recente e a potência dos animais sofre nas regiões escandinavas mais frias.

Até a era da mecanização, o ARDENES, assim como outros cavalos de tiro nórdicos, prestou inestimável contribuição à agricultura.

Nos dias atuais, contudo, seus serviços não estão de todo dispensados, sendo utilizados em regiões madeireiras de difícil acesso para veículos, mesmo para tratores.


Fonte: www.saudeanimal.com.br