BABESIOSE EQUINA

Autor: Dr Marcelo Maia

O QUE É O BABESIOSE EQUINA

É uma doença Causada pela infestação de carrapatos, a Babesiose, também conhecida como piroplasmose ou nutaliose equina. A doença caracteriza-se em sua forma aguda, pelo surgimento de febre, às vezes de natureza intermitente, anemia, icterícia, hepato e esplenomegalia. Bilirrubinúria e hemoglobinúria( presença de sangue na urina) podem estar presentes na fase final da doença. Apesar da gravidade da infecção aguda, a maioria dos animais desenvolve a forma crônica, podendo apresentar o retorno da Babesia em situações que determinem a diminuição da taxa de anticorpos, como stress, viagens prolongadas, outras doenças que diminuam a imunidade do animal. Esta condição provoca prejuízos diretos, representados principalmente pela queda de desempenho dos animais, moderada inapetência e perda de peso.

FORMA DE TRANSMISSÃO

A transmissão do protozoário (Babesia Equi e Bebesia Caballi) é feita pela picada do carrapato, os eqüinos exibem as manifestações clínicas dentro de um período de incubação de aproximadamente 5 a 30 dias. e decúbito também podem ser observados. Em muitos casos a doença torna-se crônica ou em casos mais severos evolui até a morte do animal.  Os casos crônicos da doença acarretam em prejuízos financeiros para as áreas endêmicas. Além de se tornar uma fonte de infecção para os animais sadios, o portador crônico ainda exibe as conseqüências da anemia, a qual, mesmo nos casos mais leves, pode levar a diminuição do desempenho durante o exercício e nas provas. O animal que desenvolveu a forma crônica da doença, quando submetido a qualquer situação de estresse, como um treinamento pesado, viagem ou processo cirúrgico, pode voltar a apresentar a doença de forma evidente.

SINTOMATOLOGIA CLÍNICA

Os casos agudos são caracterizados por febre alta, inapetência, dispnéia, edema, icterícia, fraqueza, anorexia e prostração. Dificilmente observamos estes sintomas em animais oriundos de áreas endêmicas já que os potros recebem da mãe a imunidade passiva e produzem os seus próprios anticorpos de forma progressiva, na medida em que entram em contato com a doença.  Nos casos subagudos, se observam os mesmos sintomas mas de forma mais amena e intermitentes. Os animais têm febre intermitente, podem perder peso, pode haver edema  freqüentemente nas extremidades e a anemia é leve.  Os casos crônicos são os mais comuns. Os sinais são inespecíficos e se manifestam como uma queda no desempenho, inapetência esporádica, pelo feio, e muitas vezes os animais não apresentam os sintomas. É possível que um portador assintomático volte a um quadro subagudo quando submetido ao stress do treinamento ou na ocorrência de alguma doença debilitante. As infecções in útero ocorrem randomicamente em áreas endêmicas, geralmente no último trimestre da gestação, resultando em abortos, natimortos ou potros fracos que morrem logo após nascimento sendo causado em 11% dos casos de aborto a infecções por B.equi.

FORMA DE DIAGNÓSTICO

Os sinais Clínicos e o diagnóstico Laboratorial pode ser de realizados por várias técnicas sorológicas  podem ser usadas para detectar a babesia, seja a colheita de sangue pela via intravenosa ou na punção esplênica. As mais comuns são a Fixação do Complemento,a Imunofluorescência e o Elisa.

TRATAMENTO

O tratamento é feito baseado no resultado dos exames laboratoriais, por isso é solicitado o hemograma pelo Médico Veterinário para saber realmente o estado do animal. A utilização de anti-protozoário, vitaminas do complexo B12 e vitaminas que ajudem na formação das hemácias, são de grande importância para o tratamento.

PREVENÇÃO

A prevenção é feita pelo acompanhamento feito pelo Médico Veterinário periodicamente ou em casos das primeiras apresentações dos sinais clínicos.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Enfermidades dos cavalos