ANEMIA INFECCIOSA EQUINA

Autor: Dr Marcelo Maia

O QUE É O AIE

A anemia infecciosa eqüina (AIE) é uma doença infecto-contagiosa, causada por vírus do gênero Lentivirus, da família Retrovírus. O vírus, uma vez instalado no organismo do animal, nele permanece por toda a vida mesmo quando não manifestar sintomas. É considerada como a “Aids Eqüina’’, mas acometem também os asininos (jumentos e jumentas) e muares (burros e mulas), conhecida também como febre dos pântanos, porque nas áreas pantanosas a população de insetos hematófagos, vetores naturais da natureza, é muito grande e os animais ficam mais expostos à contaminação. É uma doença essencialmente crônica, embora possa se apresentar em fases hiperaguda, aguda e subaguda. Não é uma Zoonose e não atinge os humanos.

FORMA DE TRANSMISSÃO

A transmissão ocorre por meio da picada de mutucas e das moscas dos estábulos, materiais contaminados com sangue infectado como agulhas e seringas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além disso, a placenta, o colostro e o acasalamento.

SINTOMATOLOGIA CLÍNICA

Os cavalos infectados podem apresentar febre de 40 a 41,1°C, anemia, edema no abdômen, redução ou perda de apetite, depressão e hemorragia nasal.

FORMA DE DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito pelo exame laboratorial, a prova da imunodifusão em gel de Agar (IDGA).

TRATAMENTO

Não existe tratamento para a AIE, é uma doença de notificação obrigatória pelo Ministério da Agricultura que precisa ser imediatamente comunicada ao Órgão de Defesa Agropecuária (IDIARN).

PREVENÇÃO DA AIE

Na inexistência de tratamento e vacinas eficazes contra AIE, recomenda-se como medidas de profilaxia e controle, fazer os exames e caso seja positivo, à interdição de propriedades com focos comprovados da doença para saneamento e sacrifício imediato dos animais positivos aos testes oficiais por profissional do serviço de Defesa Sanitária Oficial (IDIARN). O controle de transito interestadual através do Guia de Transito Animal (GTA) e participação de eqüídeos em eventos hípicos deve ser feito acompanhamento de exame negativo para mormo,obedecendo ao prazo de validade e que estes não apresentem sintomas clínicos da doença (MAPA, 2003). 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Enfermidades dos cavalos
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)